Um jeito especial de contar histórias
A
fábula é uma das mais antigas maneiras de se contar uma história. Os bichos
estão presentes como personagens das fábulas, desde os tempos mais remotos. São
tartarugas, lebres, raposas, formigas e cigarras; lobos corvos, pavões, leões.
Quando se desejava criticar alguma atitude ou chamar a atenção para problemas
sociais, os animais eram usados para substituir os homens, para despistar.
Animais presentes nas historietas permanecem até hoje como símbolos: a raposa,
por exemplo, relaciona-se á esperteza; a coruja, á sabedoria; o leão, á força;
a formiga, ao trabalho; o cão, á amizade e lealdade; o lobo, á maldade...
O autor
grego Esopo sempre terminava as fábulas explicando a moral da história. Quer
dizer, ele usava as histórias para ensinar valores, para mostrar o que é certo
e o que é errado.
Acredita-se que Esopo tenha vivido no século 6 antes de cristo.
Provavelmente foi capturado em uma guerra e virou escravo na Grécia. Mas não há
provas históricas de que ele tenha existido. O que não dá para negar é que há
mais de 300 histórias, com características semelhantes, que podem ter sido
contadas pó ele.
Outro
nome bem conhecido é Jean de La Fontaine- mas esse é bem mais ‘’moço’’, nasceu
na França, em 1621, quer dizer, quase 400 anos atrás... Agora, entre um e
outro, entre Esopo e La Fontaine, existiram muitos outros interessados na
fábula- e, é claro, depois deles também.
No
Brasil, por exemplo, até mesmo Monteiro Lobato dedicou um volume para as
fábulas, com toda a turma do Sítio do Picapau Amarelo fazendo comentários
depois de ouvi-las. Ele adaptou determinadas personagens á realidade
brasileira. Por exemplo, substitui alguns animais, que não pertencem á fauna do
Brasil, por outros: no lugar do leão, usou a onça; no lugar da raposa, colocou
o macaco...
As
fábulas querem dizer e dizem muito em poucas linhas. Podem ser em prosa ou em
versos; seu título apresenta de imediato os personagens que tomarão parte da
trama e a gente pode, assim, imaginar o conflito que está para acontecer.
É da
fábula que nasce ‘’ a moral da estória’’ – na verdade, um conselho ou um
julgamento sobre os fatos que acontecem na vida que nos e dado pelo narrador.
Levando
em consideração os altos índices de dificuldades que os alunos trazem em
dominar a leitura e a escrita nas séries do ensino fundamental II, o projeto é
uma boa proposta para melhorar essas duas modalidades fundamentais para o bom
desenvolvimento do aluno durante toda sua trajetória escolar.
Diante disso, destacamos o gênero textual para estimular o gosto pela
leitura, por ser um gênero curto e gostoso de ser lido. As fábulas serão
trabalhadas em quadrinhos pelos alunos. E como um incentivo maior, trabalhar ás
HQ e levar o aluno a fazer as fábulas em quadrinhos. Assim eles se sentem
motivados e vêem suas obras feitas e lidas por outros de uma forma diferente,
já que as fábulas são narrativas e eles irão ilustrá-las e escrevê-las em
quadrinhos. Com essa iniciativa a leitura e a escrita vão estar presente
durante todas as realizações das tarefas.
Faremos
um estudo de algumas histórias em quadrinhos para conhecer melhor este gênero e
em seguida conhecermos as fábulas a serem trabalhadas e organizá-las em
quadrinhos. E como parte do projeto e desta proposta para complementar este
aprendizado com significado os alunos irão produzir suas próprias fábulas e
assim adquirir mais autonomia ao escrever e ler e ser divulgador deste gênero
textual fascinante que são as fábulas.
Projeto Dia do livro.
Língua
Portuguesa.
Disponível em: HTTP://www.crianças.uol.com.br/historias/fabulas/esopo.jhtmeHTTP://pt.wiki/esopoAcessoem: 10 jul.2005.
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